Eu tenho fibromialgia!!!

EU TENHO FIBROMIALGIA!!!

Este blog é dedicado a tod@s que como eu sofrem de FM.
E para que as demais pessoas possam aprender e compreender o que se passa quando se tem FM.
Gostaria de dizer que nós (portadores da FM) temos uma alma viva... que dentro de nós ainda existe aquela pessoa que gosta de curtir a vida, que gosta de correr, dançar, ir a praia, trabalhar, namorar, viajar...
Mas existe um desanimo que nos domina logo quando acordamos.
E o medo de sentir dor nos limita.Com isso, nos sentimos impotentes para cuidar de nós mesmos. E então vem a depressão. E tudo vira uma bola de neve... dor - medo - impotência - depressão.
Mas quando estamos bem... realmente estamos bem... e sorrimos, cantamos, somos felizes.
Talvez por isso muitas pessoas não compreendam a Fibromialgia.

É isso... sei que não estou sozinha!!!
Ahhhh.... estou lá embaixo no rodapé !!!

sábado, 16 de junho de 2012

Fribromialgia estigmatiza os afetetados...

(foto da internet)
RRHHPress -  26 DE MARÇO DE 2012

Recursos Humanos RRHH Press – Pesquisadores da UNED estudaram como a atividade laboral afeta aos pacientes de fibromialgia, descobrindo que, quando o trabalho não implica atividade física, a doença piora,  segundo informou essa Universidade.
A fibromialgia, que afeta principalmente as mulheres, é uma doença que implica dores crônicas de músculos, fadiga intensa, alterações do sono,  rigidez nas articulações, transtornos cognitivos e diferentes quadros de ansiedade e  depressão.
Segundo Miguel Ángel Vallejo, catedrático de Psicologia Clínica do Departamento de Psicologia da Personalidade, Avaliação e Tratamentos Psicológicos da UNED, “as pessoas que realizam um trabalho sedentário, que implica pouca atividade física, tem uma pior condição neuromuscular, o que pode agravar o padecimento da fibromialgia”.
O estudo, realizado pelos pesquisadores da UNED em colaboração com  expertos do Hospital Gregório Marañón (Madrid), do Hospital Geral Universitário de Alicante e dos laboratórios Pfizer, apoia-se nas entrevistas pessoais mantidas com 301 pacientes (291 mulheres e 10 homens) de 15 centros hospitalares de toda Espanha.
A população estudada estava a mais de dez anos com a doença. De todos eles, 171 pacientes encontravam-se na ativa, que por sua vez, dividiam-se naqueles que tinham sofrido uma invalidez temporária (licença médica)  durante os últimos doze meses (67,8%), e  aqueles que teriam podido trabalhar de forma regular (32,2%).

A atividade física ajuda aos doentes

A investigação revela que trabalhar resulta benéfico para este tipo de pacientes, “sempre que a tarefa se ajuste à capacidade funcional”, matiza o Dr. Vallejo. Desta forma, se o doente  realiza uma atividade excessiva, fatigando-se ou sofrendo dor, a atividade laboral poderá piorar a doença.
Posto que a melhora da condição física resulta positiva para o paciente, são prejudiciais aquelas atividades sedentárias que implicam um escasso esforço físico, como o trabalho de escritório, dirigir ou atender em uma loja.
“Também é negativo reduzir, inclusive anular praticamente a atividade”, afirma o pesquisador. Deixar o trabalho, reduz as capacidades físicas do paciente e, ademais, supõe um grande golpe, posto que deixa de sentir-se útil. “O  trabalho é, em muitos casos, o principal âmbito de desenvolvimento pessoal e social pelo que o afastamento supõe uma perda muito relevante para a pessoa, acrescenta o Dr. Vallejo.
El estudio pone de manifiesto la influencia de esta dolencia en la jornada laboral de los pacientes: de los 101 pacientes que no trabajaban, el 66,9% dejó su empleo a causa de la fibromialgia.

População estigmatizada

Além de ter que enfrentar diariamente a la extensa lista de sintomas da Fibromialgia, os doentes deparam-se cada dia com a incompreensão de seus familiares, amigos e companheiros de trabalho.
“A pessoa com  fibromialgia encontra-se estigmatizada socialmente”, afirma o pesquisador. “Como se trata de uma doença com causa desconhecida, alguns médicos questionam sua existência”, acrescenta. O estigma aumenta porque é uma doença que afeta, fundamentalmente, a população feminina.
“Nesse trabalho observou-se uma predominância de transtornos musculoesqueléticos derivados da atividade por realizar esforços provenientes de posturas forçadas ou movimentos repetitivos”, explicou Vallejo.